por Diego Nicolau
“O show não pode parar...”
Grandes e saudosos amigos da coluna COMPASSO DO SAMBA. Muito tempo, hein! Mas felizmente, cá estamos novamente para trocar experiências e acima de tudo, valorizar e homenagear ilustres bambas que por aqui passaram e deixaram como legado e memória, a força de seu talento.
Vários são os personagens e várias são as escolas de samba, mas como todos sabem no coração do poeta aqui manda a verde e branca de Padre Miguel e então resolvi nessa coluna homenagear mais um sambista que marcou a história do carnaval e que brilhou "lá pelas bandas de lá" da Zona Oeste do meu Rio de Janeiro. E como pensar em Mocidade é pensar em bateria, e ao melhor estilo "penso, logo existo" pensou em bateria da Mocidade pensou em Mestre André, vamos relembrar em fatos, fotos e vídeos, alguns registros de uma carreira tão bonita e que mudou para sempre a história do segmento mais importante de uma escola de samba.
"O Mestre André diz todo dia, ninguém segura a nossa bateria..."
Os versos eternizados por Elza Soares, que no último carnaval foi madrinha da bateria que tanto cantou, eternizaram o nome de José Pereira da Silva, isso mesmo, não leu errado não, era esse o nome de batismo de Mestre André, o regente popular que, dizem as "más línguas" por acaso, criou a até hoje célebre "paradinha".
André, nascido em 1932, comandou o ritmo que não existe mais quente por tantos anos, fez uma bateria ser mais famosa que todo o resto de uma escola, fez o nome de sua agremiação ficar conhecido pelo mundo afora antes que esta fizesse grandes desfiles, ganhou 3 estandartes de ouro, sendo 1 deles como destaque masculino em 1975 e os outros 2 para sua bateria em 1974 e 1976, é um marco na história dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e toda vez daqui por diante, como fora até hoje, que se pesquisar sobre bateria seu nome sempre será "top of mind".
“O novo dono da batuta”

Passam os anos e a mais famosa das baterias segue aliando sua tradição às novidades do carnaval moderno, e desde a passagem de Mestre André para outro plano em 1980, vários foram os nomes a comandá-la. Alguns destes ainda militam no carnaval carioca como os irmãos Jorjão e Jonas, um deles, Coé, se juntou ao mestre maior no céu, até que hoje o cargo mais desejado da Mocidade é ocupado por Luiz Carlos Leitão de Oliveira, ou melhor, Mestre Bereco que é cria do grupo que comanda e fez parte dos quadros deste, pela primeira vez, em 1971.
Em seu primeiro desfile a frente dos ritmistas da Vila Vintém, fez um trabalho primoroso de resgate do ritmo característico da Mocidade e ajudou na construção do belo e animado desfile da mesma. Bereco já renovou contrato e segue como comandante da "alegria da cidade".
É isso, meus caros, até a próxima e não deixem de comentar e sugerir nomes que vocês gostariam de ver homenageados aqui.
Um abraço!